Olá mundo novo...
Aqui estou eu cheia de marcas da vida que vai passando...
Aqui estou eu cheia de nodoas negras das quedas que vou dando...
Aqui estou eu com os arranhoes que me vais fazendo...
Aqui estou eu com os olhos negros do que vou vendo.
Olá mundo novo, visto de um prisma diferente...
Onde as ilusões das rosas viraram cardos,
Onde os sorrisos viraram lágrimas,
Onde os sonhos viraram pesadelos e as ilusões, desilusões.
Olá mundo novo que me acompanha.
Passo ante passo como uma criança descalça,
Vou caminhando á tua descoberta...
Piso vidro, piso lixo, mas vou andando a meu passo;
Tropeço, caiu, esfolo o joelho...
Choro, grito, gemo de dor...
Não faz mal... Levanto-me.
Caminho de novo, com mais cuidado,
Já não piso vidro, nem lixo...
Já não tropeço nem caiu...
Mas choro, grito, gemo de dor
Que vida é esta que me leva a cor?
Olá mundo novo aqui estou eu...
Aprendi a lição, achas que ele percebeu?
Sou rara ao meu jeito, mesmo que inútil aos olhos dos outros. Este blogue é fruto dos meus curtos pedaços de (in)consciência. Não o fiz para ser lido por ti, apenas foi mais um devaneio mental. Estes aglomerados de letras que compõem frases não muito extensas estão aqui para mostrar ate que ponto o meu pensamento se estende, até que ponto a minha raiva diminui e aumenta, até que ponto o meu coação samba, até que ponto eu sou eu. Não tenhas medo, eu não sou má pessoa, sou apenas estúpida.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Recordações
Eu identifico muito as fases da minha vida com os meus perfumes, daí que quando uma fase da minha vida acaba não consigo colocar mais aquele perfume.
Um dia, estava numa perfumaria e resolvi procurar um perfume que me deram no Natal do ano passado. Um perfume da Nina Ricci, chamado Ricci Ricci.
Não me lembrava mais do cheiro daquele perfume, mas mal soltei um lufada daquele cheiro intenso o meu pensamento voou até tempo que não existem mais. O meu corpo estremeceu, o meu coração acelerou e ali diante dos meus pensamentos lá estava ele com aquela camisola preta que lhe tinha dado no Natal, com o cabelo espetado e com aquele sorriso engraçado.
Vi-me atirada para outra dimensão, para um mundo paralelo ao meu de hoje, ao meu pequeno mundo, mundo esse que abandonei quando ele me deixou.
Foi assim que percebi mais uma vez que ele tinha razão. Sim, dou-te razão e eide continuar a dar-te.
Serás o amor da minha vida, e não percebo como é que seis meses fizeram com que ficasse marcada de recordações que teimam em vir atrás de mim pé ante pé, devagarinho, assombrando me, fazendo me cair lágrimas, mesmo já não me lembrando de muita coisa.
Hoje em dia sei os meus erros, sei o quanto ele me odeia. Ele anulou-me completamente da vida dele.
Só de pensar em algo assim, nota-se o quanto o magoei, o quanto o fiz sofrer. Só assim se percebe o quanto é bem feito o que me tem vindo a acontecer.
Há pequenos dias memoráveis, em que mesmo sem querer vejo os meus olhos a deixarem cair lágrimas, entre eles a primeira vez que andou de metro, parecia uma criança indefesa, à descoberta de algo surpreendente como o metropolitano cheio de pessoas. Outro dia me recordo bem é o Natal que ele passou comigo e o meu dia de anos em que não dei o valor merecido ao que estava a acontecer, talvez.
Nunca se dá o valor merecido ao que nos está a acontecer, pensamos que será para sempre assim, que aqueles óptimos momentos nunca vão acabar, e secalhar ate nos esquecemos de agradecer ás pessoas que fazem com que esses momentos sejam únicos. Acho que nunca lhe agradeci.
Aquele perfume lembrou me disso tudo, de quem eu era, de quem eu sou, de quem ele era, e quem será ele agora. Uma simples recordação que cada vez fica mais longe. A recordação do amor da minha vida.
Um dia, estava numa perfumaria e resolvi procurar um perfume que me deram no Natal do ano passado. Um perfume da Nina Ricci, chamado Ricci Ricci.
Não me lembrava mais do cheiro daquele perfume, mas mal soltei um lufada daquele cheiro intenso o meu pensamento voou até tempo que não existem mais. O meu corpo estremeceu, o meu coração acelerou e ali diante dos meus pensamentos lá estava ele com aquela camisola preta que lhe tinha dado no Natal, com o cabelo espetado e com aquele sorriso engraçado.
Vi-me atirada para outra dimensão, para um mundo paralelo ao meu de hoje, ao meu pequeno mundo, mundo esse que abandonei quando ele me deixou.
Foi assim que percebi mais uma vez que ele tinha razão. Sim, dou-te razão e eide continuar a dar-te.
Serás o amor da minha vida, e não percebo como é que seis meses fizeram com que ficasse marcada de recordações que teimam em vir atrás de mim pé ante pé, devagarinho, assombrando me, fazendo me cair lágrimas, mesmo já não me lembrando de muita coisa.
Hoje em dia sei os meus erros, sei o quanto ele me odeia. Ele anulou-me completamente da vida dele.
Só de pensar em algo assim, nota-se o quanto o magoei, o quanto o fiz sofrer. Só assim se percebe o quanto é bem feito o que me tem vindo a acontecer.
Há pequenos dias memoráveis, em que mesmo sem querer vejo os meus olhos a deixarem cair lágrimas, entre eles a primeira vez que andou de metro, parecia uma criança indefesa, à descoberta de algo surpreendente como o metropolitano cheio de pessoas. Outro dia me recordo bem é o Natal que ele passou comigo e o meu dia de anos em que não dei o valor merecido ao que estava a acontecer, talvez.
Nunca se dá o valor merecido ao que nos está a acontecer, pensamos que será para sempre assim, que aqueles óptimos momentos nunca vão acabar, e secalhar ate nos esquecemos de agradecer ás pessoas que fazem com que esses momentos sejam únicos. Acho que nunca lhe agradeci.
Aquele perfume lembrou me disso tudo, de quem eu era, de quem eu sou, de quem ele era, e quem será ele agora. Uma simples recordação que cada vez fica mais longe. A recordação do amor da minha vida.
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