domingo, 11 de abril de 2010

Tu Indiferente, não me julgues!

Eu...eu considero-me alguém diferente. Sou diferente de todos os que passam por lixo na rua sem o apanhar, por um canil sem lamentar, que caminham debaixo de um dia lindo sem o comentar. Vivo para sorrir e fazer os outros sorrir, é esse o meu objectivo. Não me importo de não ter um grande futuro desde que viva o presente sempre com um sorriso, sempre com esperança de brincar um pouquinho, de me rir ás gargalhadas, de ver os pássaros nas árvores e sentir a brisa do vento na cara.
Mas julgam me por isso, errantes, esses indiferentes uns dos outros que olham sem piedade para um drogado pedindo, e pensando no nojo de que esse sujeito repulsa. Sem nunca pensar que antes de drogado é uma pessoa, não é uma pedra fria do chão, é alguém que pede, suplicando para saciar seu desejo aliciante de droga que repulsa em todas as suas veias e faz o cérebro deseja-la a todo o custo. Essa pessoa sofre, e quando olho para um drogado penso no sofrimento dele, assim como olho para um canil e penso no sofrimento daqueles cães que pensam estar no melhor sitio, assim como penso no horroríficio de deitar o lixo no chão e passarem por ele sem o apanhar, assim como penso que até uma formiga pode significar a beleza do mundo. Não me julguem. Não me julguem sem pensar que não vos julgo. Julgo-vos pois, por pensarem que sou uma pobre coitada amarrada num sonho inalcansável. Porque o meu sonho é mais fácil alcançar do achar 5 cêntimos no chão. Só preciso que sorrias enquanto lês isto...Sim tu, indiferente aos vários sabores que a água da torneira pode ter, sorri, porque depois de sorrires verás por fim que percebes te o meu viver. Não me julgues, sou apenas diferente para os indiferentes, mas sou igual a qualquer um. Também tu és diferente, desde que assumas que o és. Sorri e sê indiferente para os que se mostram indiferentes, porque eu já o sou. Lembra-te, não me julgues por ver coisas que tu não vês, também tu vês coisas que não vejo se não me explicares. Mostra-me o que não vejo e eu tentarei explicar-te a razão de viver saboreando cada segundo do sorriso de uma criança, do abanar da cauda de um cachorro e da alegria ao ver uma flor a apanhar o sol da primavera. Não me julgues por ser diferente, julga-te por ainda seres indiferente aos prazeres que um sorriso pode dar.

3 comentários:

Markos disse...

esta frase matou-me:"Não me julgues, sou apenas diferente para os indiferentes, mas sou igual a qualquer um". Simplesmente genial e profundo =D

Markos

Danyh. disse...

ainda nao me tinhas revelado este lado poético.
tipo está lindo .. <3

Anónimo disse...

Bem Bem ao fim de 19 anos não sei o que diga.
Para mim serás sempre diferente, porque és minha filha e eu sou diferente um pouco como tu, mas mais realista, mas diferente e indiferente parente o pensamento dos outros
xinhos