domingo, 12 de setembro de 2010

De leve brisa a furacão

Não sei como isto aconteceu, agora que meti na cabeça que não fui feita para o amor...tu apareceste.

Sentia-me sozinha depois das minhas super-férias no Minho, super é como quem diz, as pessoas em quem confio muito sabem que passei lá um mau bocado mas no fim estava lá tão bem, cresci tanto, aprendi tanto, tinha lá quem me ouvia, quem me dava abraços sem pedir, quem brincava comigo, quem me punha um sorriso na cara...

Voltei e sentia-me um pouco só, no principio foi difícil, de vez em quando dava por mim a chorar, faltava me alguém para estar ali comigo, precisava de companhia. Desabafei com um amigo de infância e ele apresentou-me alguém via msn, segundo o meu amigo, esse rapaz era fixe e iria me safar, ou seja apresentar a mais pessoas do sitio onde eu moro.
Um pouco envergonhada lá comecei a falar com o tal rapaz, conversas banais de "oi tudo bem, o que fazes" mas no fim estávamos a trocar números de telefone e pouco tempo depois foi ter comigo para nos conhecermos pessoalmente...

Passei bons bocados com ele, aconselhei-o quando ele precisava e encontramos-nos nas festas aqui da santa terrinha. Ele com a namorada ao lado não parava de olhar para mim e eu achava graça e sorria lhe, estava feliz.

Continuou a vir ter comigo todas as noites passar um bom bocado comigo, gostávamos de estar um com o outro, estávamos a conhecermos-nos, a tornarmos-nos amigos...Mas havia algo surpreendente, sempre que olhávamos um para o outro havia algo que nos chegava, quase que como se o vento nos empurrasse um para cima do outro em busca da união das nossas bocas...Não tardou que isso acontece-se.

Meu Deus o que estou a fazer, pensei eu. Jurei a mim mesma que não fazia sofrer mais ninguém, isto não podia acontecer, mas aconteceu. Aconteceu uma, duas, três vezes...Aparecia todas as noites para estar um pouquinho comigo, sabia tão bem...

Um dia discuti com a minha mãe, tem sido "o pão nosso de cada dia" as discussões por causa da minha ida para França, por fim desisti da ideia (pois que treta, luto muito por uma coisa e a pessoa que devia me dar mais força deitou tudo ao chão,, bem não importa), eu precisava de estar com ele, precisava de o abraçar e chorar no colo dele, mas ele não apareceu, já me tinha dito que seria difícil estar comigo, a namorada tinha ido ter com ele, estavam juntos...

Pois a namorada, ele namora, por amor de Deus que fui eu fazer, nós não nos podíamos ter envolvido, eu não sei muito sobre ele, ele não sabe muito sobre mim, falei com ele, disse que isto não podia continuar, pedi conselhos a melhor amiga dele...de repente já a namorada sabia de tudo, a bomba explodiu e eu continuo sem saber o que fazer. Que farei eu?

sábado, 4 de setembro de 2010

Morte, É o Fim Naturalmente.

Um silêncio, o enorme silêncio, ou melhor dizendo, o verdadeiro silêncio, aquele que fica depois do adeus, aquele que nem nós conseguimos ouvir, só eles...
Não há nada nem ninguém, estão todos juntos mas não é por isso que se sentem mais acompanhados.
Como é possível tantos desejarem chegar a este ponto final, será que não pensam como é estar ali? Imóveis, inertes, sozinhos, depositados no chão entre muitos à espera de decompor. Não podem mais pensar, sentir, chorar ou rir, nem mesmo falar, não podem fazer nada mais que os agrade.

A morte é uma derrota de tudo o que conquistámos, é a linha terminal da nossa vida, "eis que chegamos ao nosso verdadeiro destino". Crescemos para aprender e lutar pelos nossos sonhos e objectivos e um dia sem motivo de maior agrado tudo acaba de um segundo para o outro, apenas porque é assim que tudo sempre acontece, é a vida.

Porque é que tantos desejam a morte? Porque é que pensamos que a solução terá de ser sempre essa? Inconscientemente quando as coisas nos correm mal na vida nós procuramos o inverso pensando que lá teremos o descanso merecido depois de tanta derrota nesta luta por sonhos irrealizáveis. Desejamos a morte porque é a única "coisa" que nunca saberemos qual a sensação sem passarmos por ela e quando passarmos nunca vamos poder mostrar a alguém como foi, o que se sente no momento, ou apenas se deixamos de sentir...
Não devemos apressar a morte, se é o fim, ou um novo inicio ninguém sabe, se calhar o melhor está guardado para o fim (como dizem os provérbios antigos), ou talvez não, sei que quando chegar a altura certa eu também vou descobrir...

Até lá vivo a vida á minha maneira, cometendo os meus erros, aprendendo a sonhar, correndo atrás dos meus objectivos, a sorrir quando estou bem, a chorar quando as coisas pioram, mas sempre com a calma de que quando chegar o meu fim não serei eu a provoca-lo. Acontecerá apenas porque chegou a altura de partir e fazer companhia aos que estão deitados naquele chão frio, todos juntos, mas sozinhos, sem sentir, pensar, sonhar, sorrir ou ate mesmo chorar e gritar.
Apenas ficaremos todos quietos a servir de maternidade, incubadora e alimento a futuros seres deste planeta.




quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Realidade dos Sonhos Impossíveis

Só existe uma realidade para sonhos impossíveis. É não se poderem realizar, mas continuamos a sonhar, sonhar e sonhar...
Os sonhos não são a mesma coisa que objectivos, eu era uma sonhadora e agora luto pelo meus objectivos, deixei os sonhos para trás, porque lutar por sonhos impossíveis custa muito, custa saber que à coisas que não nunca vão acontecer, custa querer algo e nunca poder ter...
Agora esforço-me apenas pelos meus objectivos e esforço-me também para entender o quanto custa a realidade dos sonhos impossíveis.

Por sonhar alto de mais abri feridas por muitos corações, rasguei a pele a muitos amigos, magoei-me a mim própria e desiludi quem mais gostava de mim. E nunca me apercebi do que estava a fazer, nunca percebi do que deixava para trás, nunca percebi as segundas oportunidades que apareceram na minha vida... até agora...

Apareceu uma grande oportunidade, a mudança de vida que eu tanto desejava encontrar, um grande objectivo a médio prazo, um objectivo que não quero largar...
Daqui a um ano tudo melhorará e farei tudo por tudo para conseguir este meu objectivo, porque é além de um sonho, é quase uma realidade... Todos à minha vida me dão força para lutar, todos sorriem para mim e me aconselham a seguir este rumo que tanto desejo...
Se tenho medo? Receio? Tenho sim, falta um ano, a minha vida muda tanto de ano para ano, muda de forma como eu nunca pensei, a minha vida está sempre em plena metamorfose e tenho medo de que daqui a um ano todos estes meus objectivos não passem de sonhos passados...
Por isso é que me agarro todos os dias ao meu objectivo a médio prazo, quero mesmo daqui a 11 meses estar a partir de Portugal, estar a caminho de uma nova fase da minha vida, uma fase de descoberta.

É assim que vos digo, que com a força e apoio dos meus amigos e família toda farei com que este objectivo se realize, irei para Paris fazer o meu curso de Pastelaria e Chocolataria. Desejem-me boa sorte, e fiquem felizes por mim, eu mudei a minha vida, mudei-a para melhor, porque antes alguém me disse "Quando à uma mudança é sempre para melhor", e é verdade.

Ultimo ano em Portugal, tenho de o aproveitar ao máximo.


Adeus Portugal, adeus Lisboa, para trás das minhas costas ficas. Olá França, olá Paris, escondes aí o meu grande objectivo, o futuro.