sábado, 4 de setembro de 2010

Morte, É o Fim Naturalmente.

Um silêncio, o enorme silêncio, ou melhor dizendo, o verdadeiro silêncio, aquele que fica depois do adeus, aquele que nem nós conseguimos ouvir, só eles...
Não há nada nem ninguém, estão todos juntos mas não é por isso que se sentem mais acompanhados.
Como é possível tantos desejarem chegar a este ponto final, será que não pensam como é estar ali? Imóveis, inertes, sozinhos, depositados no chão entre muitos à espera de decompor. Não podem mais pensar, sentir, chorar ou rir, nem mesmo falar, não podem fazer nada mais que os agrade.

A morte é uma derrota de tudo o que conquistámos, é a linha terminal da nossa vida, "eis que chegamos ao nosso verdadeiro destino". Crescemos para aprender e lutar pelos nossos sonhos e objectivos e um dia sem motivo de maior agrado tudo acaba de um segundo para o outro, apenas porque é assim que tudo sempre acontece, é a vida.

Porque é que tantos desejam a morte? Porque é que pensamos que a solução terá de ser sempre essa? Inconscientemente quando as coisas nos correm mal na vida nós procuramos o inverso pensando que lá teremos o descanso merecido depois de tanta derrota nesta luta por sonhos irrealizáveis. Desejamos a morte porque é a única "coisa" que nunca saberemos qual a sensação sem passarmos por ela e quando passarmos nunca vamos poder mostrar a alguém como foi, o que se sente no momento, ou apenas se deixamos de sentir...
Não devemos apressar a morte, se é o fim, ou um novo inicio ninguém sabe, se calhar o melhor está guardado para o fim (como dizem os provérbios antigos), ou talvez não, sei que quando chegar a altura certa eu também vou descobrir...

Até lá vivo a vida á minha maneira, cometendo os meus erros, aprendendo a sonhar, correndo atrás dos meus objectivos, a sorrir quando estou bem, a chorar quando as coisas pioram, mas sempre com a calma de que quando chegar o meu fim não serei eu a provoca-lo. Acontecerá apenas porque chegou a altura de partir e fazer companhia aos que estão deitados naquele chão frio, todos juntos, mas sozinhos, sem sentir, pensar, sonhar, sorrir ou ate mesmo chorar e gritar.
Apenas ficaremos todos quietos a servir de maternidade, incubadora e alimento a futuros seres deste planeta.




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