terça-feira, 5 de outubro de 2010

Arrependimento das ilusões decididas

Desde que comecei a ser aquela rapariga desvairada nunca mais me arrependi de nada, fazia tudo como se fosse o ultimo dia, fazia de tudo de maneira a que se algo acontecesse no dia seguinte poderia pensar "pelo menos tentei"...
Mas hoje quando olho para trás vejo o quanto me arrependo, arrependo-me de ter tentado, arrependo-me de ter magoado, arrependo-me de não ter pensado mais que uma vez, arrependo-me de não ver as coisas noutra perspectiva, arrependo-me de ter feito as coisas de maneira a pensar que seria melhor assim...

Arrependo-me porque nessa altura, talvez, só devo ter pensado em mim.

Mesmo assim, não consigo mudar, continuo a viver cada dia como se fosse o último, mas sei que por isso perdi muita coisa mesmo. Em certas alturas da minha vida considero mesmo que esta minha filosofia tenha feito com que destruísse tudo por qual eu lutara antes, apenas com medo de mais tarde me arrepender de não ter mudado o rumo da minha vida naquela decisão. Os mais próximos sabem ao que me refiro, refiro me a mudanças de vida para viver um sonho que não pode ser vivido como o vivi, refiro me também ao meu egoísmo, à minha criancice, a pensar estar a fazer o correcto quando todos me diziam que eu iria cair, que estava a sonhar alto demais. No principio era tudo um jardim de rosas, mas nunca percebi a ilusão em que me estava a meter, talvez por minha própria culpa, porque via o jardim de rosas, mas não arrancava as ervas daninhas pela raíz e elas nasciam cada vez mais fortes. Ao fim o sonho, talvez só meu, tinha caído numa enorme possa de lágrimas para onde chorava durante aquelas semanas de fim e re-inicio do que já estava acabado.

Em tempo de raiva digo que amei muito quem não me amou! Mas lá no fundo sei que é mentira, sei que a culpa também é minha, para não dizer que com absoluta certeza eu sei que a culpa foi apenas minha. Mais uma vez só pensei em mim, só pensei na minha felicidade, vivi demais a vida de outrem, esquecendo a minha. Não pode ser assim.
Diz-se que cada um aprende com os seus erros, considero que aprendi com os meus, mas será que aprendi mesmo? Será que deixei de ser invejosa? Será que não magoarei mais quem me é próximo? Tal como das outras vezes não é de todo o que eu quero fazer, não quero magoar ninguém, daí ter deixado de procurar alguém que me completasse... Mas mesmo assim ele apareceu.

Tenho medo, tenho muito medo. Depois de cometer duas vezes o mesmo erro de pensar só em mim, tenho medo de faze-lo novamente. Mas sei que aprendi muito, à coisas que fazia nos meus anteriores relacionamentos que já não faço. E mudestia aparte tenho orgulho nisso, sinto que cresci... Já não sou aquela namorada neurótica sempre à espera de explicações se satisfações do que ele faz ou deixa de fazer. Por outro lado espero apenas que ele nas suas decisões de vida se lembre de mim, desejo que não cometa os mesmos erros que eu. Mas aconteça o que acontecer, serei sempre uma amiga que o quer apoiar.

Arrependo me das decisões de vida que tomei de animo leve, dizem que as decisões que tomamos sem pensar muito são as que mais nos marcam. Quando seguimos ilusões raramente pensamos duas vezes no que vamos fazer... Eu segui as minhas, e tive as minhas desilusões e sei que com 19 anos ainda terei muito que sofrer, mas espero não sofrer pelo que já sofri antes, e espero ainda mais não fazer sofrer quem gosta mais de mim, porque se o fizer não serei merecedora do seu amor.


Peço desculpa a muitos que magoei.
 Mas não prometo que não voltarei a magoar, errar é humano e ainda não parei de ser humana.

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