quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Porquê?

"Os ventos que ás vezes nos tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado.
Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre."
Bob Marley
É pena que nunca percebas isso.
Deitaste tudo a perder e eu aguentei sempre firme do teu lado, sempre como uma fiel amiga, porque acima de tudo a nossa amizade que pensei ser verdadeira era muito importante para mim, pensando que para t tambem era...
Mas até isso deitaste a perder no dia em que te disse que tinha seguido em frente tal como tu me tinhas pedido tantas vezes para eu fazer.
Não te percebo, valias tanto para mim, e agora sinto me completamente desiludida contigo.
Continuo a escrever aquilo que não te posso dizer na cara... se soubesses o ódio que vai dentro de mim, acredita que levarias outra estalada. Como podes deitar sempre tudo a perder? Porque só pensas em ti? Porque me disseste para seguir em frente? Porque pensaste que estaria sempre do teu lado a fazer de segunda para sempre?
Porquê? Porquê? Porquê?

As tuas definições de amizade e amor estão um pouco baralhadas, ou então é mesmo porque nunca me amaste nem nunca foste um verdadeiro amigo.

Espero que te arrependas do que fizeste hoje,
Ou só me vais mostrar que toda a gente tinha razão...

domingo, 14 de novembro de 2010

Doa o que doer, o tempo afasta a dor...

Ela já não sabe o que fazer.
Estes dias foram uma rebelião de pensamentos que a deixam frustrada por não poder fazer nada, senão ver e consentir com aquilo tudo.
Sabem aquele aperto que dá no coração quando estamos nervosos com algo mau? Que o nosso estômago dá voltas e voltas, ficamos mal dispostos, trememos por todo o lado..?
Ela sente-se assim, e detesta.
Os últimos dias têm sido penosos, ver a vida toda a mudar e não querer mudar com ela, é horrível, é como uma luta contra o inevitável.
Pedem-lhe que deixe de lutar pelo impossível, pedem que se encoste a parede e vá apreciando as boas e más mudanças, mas ela não quer e chora por isso.
É difícil perceber o que ela tem porque ela própria não percebe, apenas se sente triste, apenas se sente mal e nervosa a todo o instante.

Ela, Nanamour, desabafou comigo um dia destes e disse-me "O meu maior desejo era poder ter liberdade de não pensar".
Percebo-a bem, a vida dela não é fácil, sente que todos os problemas se juntaram num grande monte e caíram todos por cima dela... Não só os do presente mas também os do passado.

Sempre lhe dei os melhores conselhos, sempre a fiz sorrir mesmo quando ela estava mais em baixo... Mas agora todos os esforços que faço dão em pequenos instantes momentâneos de bem estar, até ela se aperceber da realidade e cair de novo. É estranho, já não sei como ajuda-la, sinto que já não consigo sozinha, que preciso de ajuda.
Comecei a pedir essa ajuda, comecei a gritar, ajoelhei-me e supliquei essa ajuda mas ninguém ouviu... nem uma resposta do outro lado.

Nanamour, acho que tens de resolver isto sozinha, acho que só o tempo te vai ajudar...
"Tempo, oh tempo, por favor. Passa depressa. Peço-te, eu já não estou a aguentar..."

sábado, 13 de novembro de 2010

Pensamentos

"Tento esquecer-te. Deixei de falar de ti e de dizer o teu nome, deixei de o desenhar no espelho da casa de banho, quando o vapor inunda todas as superfícies. Em vez disso, tenho o coração embaciado de dúvidas e o olhar desfocado pelo absurdo do teu silêncio continuado, o olhar de quem aprende a adaptar-se a uma luz desconhecida, a uma nova realidade."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

...

Sempre que pude ser feliz, algo aconteceu para tudo mudar.
Sempre que vi que podia fazer outras coisas para ser feliz, nada fiz para as alcançar.
Sou uma triste...
Disseram me isto no outro dia, sou uma triste porque faço sempre o que não devo.
Agora aqui nesta cadeira, na sala de outrem sem ser a minha, corta me o coração em ouvir o que oiço, em me fazer sofrer a mim própria, pergunto-me porque o faço...

Sinceramente, acho que gosto de sofrer. Acho que so assim aprenderei. A sofrer a cair, a descer mesmo lá ao fundo do poço...

Doi, doi tanto, mas nada posso fazer se não calar e consentir.
Chamam me lutadora mas o que mais acontece na minha vida é sofrer, sempre que luto sofro e o pior é que as coisas que tenho e plas quais não luto...essas coisas, acabam por desaparecer.
E sei que sou eu que faço com que elas desaparecam. Porque sou assim?

Este texto não tem logica, quero falar tanto e nao sei como expressar o que sinto, o quanto me doi. Apetece-me gritar, chorar, rasgar a minha pele...Mas nada faço, apenas existo e vou sofrendo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Não estou a aguentar, não estou mesmo.
Era tão bonito, tão real...e tudo se foi.
Não percebo porque isto teima sempre em acontecer-me, eu estava tão bem antes disto tudo.
Agora choro de novo, choro sem eu própria querer, apenas queria sorrir como sempre sorri.
Definitivamente, se eu morresse seria tudo mais fácil...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Des'sinto no meio do deserto

Apercebo-me muitas vezes de tão oca sou.
Sou estranha, vazia como um enorme poço no deserto.
Dou por mim a pensar no que quererei eu da vida e a resposta é tão idiota que me mete medo. Não sei.
Como é possível eu não ter algum objectivo a longo prazo? É que muitas vezes nem a curto prazo tenho.
Limito me a viver pela tolerância da vida, acordo vou para a escola converso sobre a monotonia da minha existência, volto para casa, sento-me em frente ao computador sem sequer mexer lhe...A pensar sem pensamento, querendo saber o que quero eu de mim própria.

Sinto-me...Ou não me sinto, o vazio não se sente, des'sinto-me melhor dizendo...
Des'sinto que não faço nada deste mundo além de ir vivendo, seguindo a minha vida pé ante pé.
Des'sinto que algo faça sentido na minha vida neste momento.
Sinto que cada vez mais estrago a vida de todos à minha volta e este vazio de des'sentir.


Des'sinto e temo nunca mais sentir, porque o vazio que vem em mim tomou meu corpo e já não sou quem alguma vez (talvez) fui. Perdi a minha identidade, sou como um camaleão porque consoante as pessoas eu me modelo a elas. Sou apenas mais um poço nesse imenso deserto que é a minha forma de vida. Por vezes mato a sede a quem passa com algumas gotas que correm no fundo da minha existência, outras vezes apenas faço parte da paisagem, apenas um poço abandonado, sem sentido de lá estar. Um poço seco no meio do deserto.