Falaram-me de Saudade como se nunca a tivesse conhecido.
Mostraram-me como é rude viver com saudade, como é sufocante, como é penoso.
De tanta façanha contada, dei por mim a rir de tanto chorar.
Sentes saudade?
Então põe te em meu lugar e pensa tu, oh desconhecido, como é ter saudade do que te é esquecido.
Esqueci a sua voz, chorei por a ter esquecido.
Esqueci o seu cheiro, chorei por a ter esquecido.
Esqueci o seu sorriso, chorei por o ter esquecido.
Esqueci os seus tiques, chorei por os ter esquecido,
Esqueci quem ele era, chorei por o ter esquecido.
Esqueci a dor da saudade e continuei a chorar por ter esquecido.
De tanto chorar ri, vendo tal aventura a minha por estes meus pensamentos.
Sei bem o que é saudade, sei bem o que é senti-la, sei bem o que é vive-la, mas também sei bem que não sou a única a passar por ela e deixa-la para trás, recordando-a uma ou outra vez.
Falaste da saudade como se não a conhece-se, mas conheço a tão bem que anda comigo lado a lado, tentando apoderar-se da minha pequena vida e fazendo me superar pedaços do inesperado do meu dia a dia.
Saudade existe para relembrar o que jamais pode ser esquecido, mas quando esquecemos porque não podemos sentir saudade?
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